Paixão...fogo vivo extraordinariamente vivido que arde e queima. Dói? Pode ser, mas é dor do pleno prazer. Fogo que vai do corpo à alma, aquece ultrapassando limites, é tão forte que viola a mente e faz perder a razão. Inconsciente, fonte dos desejos. Responsável por intensa emoção sexual, o fogo é mimese do ardor corporal é metáfora da consumação da energia libidinal. Ah! elemento fantástico que ilumina e cega. Cega? Cega.
Oh! calorosa ilusão... que dizer dessa tal paixão? Incontrolável sentimento que assim como o fogo não é perene, só dura enquanto a brasa estiver viva, enquanto o vulcão estiver ativo.
Você me diria: Se essa brasa se apagar trago lenha nova sequinha e acendo outra vez a fogueira. Eu sei. Concordo. Faz sentido. Mas por quanto tempo? Tempo...
Então eu te diria: pare, sinta. Existe um calor mais ameno que deve caminhar amparando a chama da paixão. O AMOR. Calor que se pode fingir sem importância porém, fundamental. É calmo, envolvente, aconchegante, contraponto da paixão. É o calor que vem da brasa, que apesar de tênue pode ser reassendida mantendo, ou até mesmo, aumentando inúmeras vezes a fogueira antes da extinçao total do fogo. Assim, à cada retomada uma sensação fantástica de vitória, força, união, cumplicidade. O calor tímido do amor mantém a brasa e ajuda a reascender a fogueira da paixão. Quanto dura isso?
Merda! Outra vez o tempo...




