domingo, 29 de março de 2009

Incêndio

Paixão...fogo vivo extraordinariamente vivido que arde e queima. Dói? Pode ser, mas é dor do pleno prazer. Fogo que vai do corpo à alma, aquece ultrapassando limites, é tão forte que viola a mente e faz perder a razão. Inconsciente, fonte dos desejos. Responsável por intensa emoção sexual, o fogo é mimese do ardor corporal é metáfora da consumação da energia libidinal. Ah! elemento fantástico que ilumina e cega. Cega? Cega.

Oh! calorosa ilusão... que dizer dessa tal paixão? Incontrolável sentimento que assim como o fogo não é perene, só dura enquanto a brasa estiver viva, enquanto o vulcão estiver ativo.
Você me diria: Se essa brasa se apagar trago lenha nova sequinha e acendo outra vez a fogueira. Eu sei. Concordo. Faz sentido. Mas por quanto tempo? Tempo...

Então eu te diria: pare, sinta. Existe um calor mais ameno que deve caminhar amparando a chama da paixão. O AMOR. Calor que se pode fingir sem importância porém, fundamental. É calmo, envolvente, aconchegante, contraponto da paixão. É o calor que vem da brasa, que apesar de tênue pode ser reassendida mantendo, ou até mesmo, aumentando inúmeras vezes a fogueira antes da extinçao total do fogo. Assim, à cada retomada uma sensação fantástica de vitória, força, união, cumplicidade. O calor tímido do amor mantém a brasa e ajuda a reascender a fogueira da paixão. Quanto dura isso?
Merda! Outra vez o tempo...

domingo, 8 de março de 2009

Brilho Intenso

Foto By Marcus Vinicius

Vivenciar

Uma luz muito forte me acordou, era ele, a alavanca da vida, a gigantesca bola de fogo. Fogo... Elemento íntimo e universal, age no cerne do coração humano e habita, ao mesmo tempo, os céus e as profundezas da terra. O dia estava lindo, o ar estava ainda muito frio, mas o calor do sol trazia um céu azul alegria. Fogo e calor, ocasião para recordações eternas. A sensação era confusa. Sair no mundo em busca de aventuras e conhecimento enriquece é prazeiroso, porém estar longe daqueles que amamos envelhece. Escondi a velhice. O tempo passa rápido demais, que se aproveitar ao infinito. Infinito? É isso, a consciência de que somos seres finitos é que nos impulsiona a viver a vida intensamente. Vivenciamos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Fogo... ser de intensidade.

Foto By Reinaldo
A grande lição que encontramos numa psicologia do fogo vivido, é talvez, nos abrimos para uma psicologia da intensidade do ser. Em nós, o ser sobe e desce, se ilumina ou se ensombrece, sem jamais repousar, num estado sempre vivo, na variação de sua tensão. O fogo não é imóvel, ele vive enquanto dorme, e está impregnado pelo signo do ser tenso. As imagens do fogo são para o homem que pensa e sonha, um aprendizado de intensidade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

By CéReSS

Devaneio Primeiro

Foto by Marcus Vinicius

A chama nos conduz a imaginar, quando a olhamos aquilo que vemos é quase nada em relação àquilo que imaginamos. A chama carrega seu valor metafórico e de imagens que estão sob o domínio das mais diferentes meditaçoes. Dentre todas as imagens é a da chama que possui um signo de poesia, todo sonhador da chama é um poeta em potencial. É um sonhador em estado de devaneio primeiro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fogo Vivido

Foto By Marcus Vinicius

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vida



De uma chama contemplada fazer uma riqueza íntima, de uma lareira que aquece e ilumina um fogo possuído, intimamente possuído, eis toda a extensão do ser que uma psicologia do fogo vivido deveria estudar. [...] Tomaríamos consciência de que somos fogo vivo, caso aceitássemos viver as imagens de prodigiosa variedade que nos oferecem o fogo, os fogos, as chamas e os braseiros.

Gaston Bachelard




Gaston Bachelard, filósofo contemporâneo francês, “homem feliz” que viveu no mundo em anima, vivenciando a plenitude e a extensão dos livros de imagens. Inaugurou no campo poético uma filosofia da criação artística: a do homem noturno, reinventor das fontes da imaginação criadora, que, pela fantasia, se funda no mundo e o assimila através do devaneio poético. A sensibilidade com que trata os assuntos da imaginação humana e a delicadeza poética com que aborda os quatro elementos, mais particularmente o elemento fogo, é profundamente tocante. Para ele, o homem é ao mesmo tempo, razão e imaginação, e essa dualidade mostra que pode haver complementaridade entre ciência e arte.