Outro dia me senti tão triste porque não estava com minha filha para ajudar na mudança. Minha mãe me ajudou em todas que fiz. Foram tantos problemas... Ela resolveu todos. Porém, se eu estivesse lá... Ah se eu estivesse lá! Poderia ter ajudado, claro. Encorajado. É isso! Importante é estar junto. "Nonada". A companhia, o apoio. Bem... Quase certo: eu ia levar umas boas broncas. – Não é assim! Você quer fazer tudo do seu jeito! Como você é estabanada! Ou outras coisinhas que tais. – Mas que importa? Eu estaria lá. Sentimento estranho esse...
No entanto, longe, eu estava aflita, sofri muito. Chorei? Sim chorei. Achei que estava fazendo muito falta. Será? Eu estava sentindo falta, isso sim. Como a gente é boba. Com certeza teríamos discutido e eu diria: não venho mais te ajudar, é a ultima vez! Besteiras. Sentimento estranho esse...
Mais a verdade verdadeira é que ultimamente venho questionando alguns sentimentos. Engraçado, não vivemos sem eles, na verdade, somos movidos por eles. O que é certo? Sentir ou pensar? Dá-me a impressão que os dois. Porém, algumas vezes sentirmos quando devíamos pensar, outras, pensarmos quando devíamos sentir. Quando queria estar com minha filha, estava pensando? Ou apenas sentindo? Pensamento estranho esse...
Ah minha querida! Acredites ou não, estive com você o dia inteirinho. Juntos, a chama de uma vela, e o calor terno da brasa do fogo de um amor de mãe. Pensei em você, e... Acabei sentindo. Sentimento estranho esse...
