domingo, 8 de agosto de 2010

Sobre sentimentos

Hei! Você não precisa fazer isso pra mim, eu posso me virar sozinho. Que mania de querer fazer tudo pra gente! Como se não soubéssemos resolver as coisas. – É assim, os filhos sempre acham que os pais se metem demais em suas vidas; Talvez tenham razão... Somos muito chatos mesmo. Mas, não é por mal. Queremos facilitar as coisas, transmitir nossas experiências. Ah... Como sinto falta dessa ajuda que por vezes também critiquei! Porque só damos valor às coisas quando não a temos mais? Sentimento estranho esse...


Outro dia me senti tão triste porque não estava com minha filha para ajudar na mudança. Minha mãe me ajudou em todas que fiz. Foram tantos problemas... Ela resolveu todos. Porém, se eu estivesse lá... Ah se eu estivesse lá! Poderia ter ajudado, claro. Encorajado. É isso! Importante é estar junto. "Nonada". A companhia, o apoio. Bem... Quase certo: eu ia levar umas boas broncas. – Não é assim! Você quer fazer tudo do seu jeito! Como você é estabanada! Ou outras coisinhas que tais. – Mas que importa? Eu estaria lá. Sentimento estranho esse...


No entanto, longe, eu estava aflita, sofri muito. Chorei? Sim chorei. Achei que estava fazendo muito falta. Será? Eu estava sentindo falta, isso sim. Como a gente é boba. Com certeza teríamos discutido e eu diria: não venho mais te ajudar, é a ultima vez! Besteiras. Sentimento estranho esse...


Mais a verdade verdadeira é que ultimamente venho questionando alguns sentimentos. Engraçado, não vivemos sem eles, na verdade, somos movidos por eles. O que é certo? Sentir ou pensar? Dá-me a impressão que os dois. Porém, algumas vezes sentirmos quando devíamos pensar, outras, pensarmos quando devíamos sentir. Quando queria estar com minha filha, estava pensando? Ou apenas sentindo? Pensamento estranho esse...


Ah minha querida! Acredites ou não, estive com você o dia inteirinho. Juntos, a chama de uma vela, e o calor terno da brasa do fogo de um amor de mãe. Pensei em você, e... Acabei sentindo. Sentimento estranho esse...

domingo, 1 de agosto de 2010

Despedida

Uma sensação estranha… tive a impressão de que estivemos pouco tempo juntos, ou que não soubemos aproveitar essa oportunidade. Será? Talvez um sentimento que se mistura porque um de vocês ficou mesmo um curto período aqui. Não sei... "Só sei que é assim", estava muito triste, com saudades de todos. Estávamos tristes! Achei melhor limpar a casa, quem sabe assim eu espantaria a tristeza. Ah! Que ilusão... A tristeza não se vai assim tão fácil, ela se fixa em tudo, toma conta de tudo e a gente vai ficando pesada, será que engordei mais um pouco?

Assim, limpar a casa me fez lembrar mais ainda de vocês, ela já "estava acostumada" com vocês, e tudo estava impregnado de vocês, tudo! Veio-me a lembrança de quando a limpamos juntos, até que foi divertido né? Foi assim durante todo o dia. Tive uma infinidade de pensamentos: O que significa isso? Se estamos longe conseguimos "driblar" a saudade e a tristeza? Será que o problema é a despedida? Cruzes! Eu estaria filosofando? É... Acho que sim... Fui muito fundo, cheguei até a uma despedida sem volta. Durante a despedida alguém me disse: "Ora, mais se não me engano foram vocês que partiram!". É verdade. As vezes me esqueço. Porém isso não muda o que sentimos. Ah a Despedida... Um calor incômodo, um fogo ardente modelando um ato.

Pensei então: a despedida é difícil, é muito difícil mesmo, mas não é só isso. O ato de despedir é muito complexo, tem muita coisa embutida aí. Entre elas, nesse momento, sentimos toda a dimensão do nosso amor; entre elas, embora que inconsciente, também sabemos o quanto será difícil ficar longe, o quão penoso será essa administração da saudade. É claro! Tudo isso vai custar um tempo. Porém decidi acabar com essa confusão de sentimentos e inverter a situação, então... Não vou ficar chorando porque vocês foram embora, mais sorrir porque estiveram aqui. É isso. Foi maravilhoso estarmos juntos, foi muito bom dividirmos com vocês a experiência de vivenciar outra cultura. Foram momentos que ficarão para a vida toda... Valeu!